Noite Eterna – Parte 6

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Depois de mais um tempo tive a oportunidade de conhecer um grupo de prisioneiros. Eram seis e todos conspiravam para tomar a prisão. Isso me deu uma idéia. Nenhum dos seis era

dotado de grande inteligência então tomei a oportunidade de apresentar meu plano. Passei as últimas semanas estudando o movimento dos guardas e os cantos da prisão para achar uma saída para Gustavo. Esse conhecimento me serviu na hora de fazer um plano para tomar a prisão. Mostrei aos meus novos amigos como os policiais fazem para escoltar os detentos de volta para a cela depois do recreio no fim da tarde. Depois que a sirene que sinaliza o fim do recreio é tocada apenas um guarda vai checar o banheiro. Se nos escondêssemos dentro do banheiro e dominássemos o guarda que checasse o banheiro já teríamos uma arma. Depois teríamos que ir fazendo os guardas de refém até chegarmos à sala de comando e libertar todos os detentos. Sempre coletando as armas. Depois que apresentei o plano os seis resolveram me nomear líder. Consegui recrutar também Gustavo. Éramos agora oito e estávamos prontos para botar o plano em prática.

Primeiro eu fui ao banheiro e lá me escondi por um tempo. A cada dez minutos mais uma pessoa entrava no banheiro e felizmente nenhum guarda reparou nisso. Quando completamos oito já estava na hora de tocar a sirene. O banheiro estava extremamente quente e fedido de calor e cheiro humano. A sirene toca. É possível ver o guarda que vem checar o banheiro pela porta entreaberta. Quando ele abre a porta tem a surpresa de encontrar oito garotos pulando em cima dele e o mobilizando. Gustavo mete um soco na sua testa que o faz desmaiar antes que ele grite. Esse estava armado. Temos a sorte de conseguir a arma. A noite chega. A escuridão nos guarda e nos protege. Coloquei minha camisa por cima da cabeça para não ser reconhecido pelas câmeras de segurança. Temos de ser rápidos e precisos. Abrimos à porta que nos permite entrar na prisão novamente. Encontramos dois policiais. Dois tiros são deparados. Um dos nossos, o que segurava a arma, foi aquele que atirou. Isso põe toda a operação em risco por causa do barulho, mas agora temos três armas. No final do corredor mais dois guardas. Um leva um tiro na perna e ao outro nada acontece. Os dois viram nossos reféns e abridores de portas. Sigo sozinho com Gustavo para libertar mais prisioneiros, esses são prisioneiros da minha ala. Enquanto isso os outros seis vão chegar à sala de comando e tomar a prisão. Libertamos vários prisioneiros e abro as portas para a liberdade. Escapo daquela prisão junto com Gustavo e outros muitos prisioneiros. Como libertei pessoas da minha ala posso dizer que fugi no meio da agitação e não que organizei aquele motim. Nos jornais do dia seguinte descubro que os seis falharam em tomar a prisão e todos morreram a tiros quando os policiais conseguiram se mobilizar. Não sobrou nenhum…

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