A Vida Regida por Besouros – Parte 1

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maxwell

Maxwell Edison, 18 anos, filho único de uma família de classe média alta da grande São Paulo, terminado de cursar terceiro ano do ensino médio. Tem sua vida resumida em basicamente: Estudar, comer, estudar, dormir e estudar. O ciclo se repetiu durante todo o ano. Mas

esse fatídico ano está acabando e o vestibular está chegando, Maxwell ‘escolheu’ o curso de medicina. Na vida de Maxwell a palavra escolher sempre vem entre aspas, isso se deve aos pais que pouco se importam com o que Maxwell pensa, porém, se importam muito mais com o que as OUTRAS pessoas pensam, na casa de Maxwell tudo devia estar arrumado, limpo, e todos os integrantes da família deveriam estudar todas as regras de etiqueta do mesmo jeito que se estuda para uma prova.  Por essas razões os pais de Maxwell dominavam a vida dele, fazendo escolhas por ele, e, sob tais circuntâncias, nada melhor que um médico na família. O pai era um empresário que já havia atuado politicamente em alguns estados, formando várias coligações e obtendo fortes aliados, e a mãe era uma arquiteta de nome na cidade. Então os pais se viram obrigados a fazer de Maxwell um sucessor à altura.

Mas agora vamos falar do protagonista, Max, como os seus colegas o chamavam e como vamos fazer também daqui pra frente. Max sempre foi um pouco mais a frente, teoricamente falando. Mesmo que seus pais empurrassem um monte de merda nele toda hora, ele tinha suas opiniões e engajamentos sobre praticamente tudo, mas o que ele realmente gostava de pensar sobre, era o comportamento das pessoas ao seu redor, por exemplo, ele já havia separado sua própria turma em vários grupos sociais, usando como parâmetro as amizades, os lugares na sala, a semelhança na forma de se vestir e de se comportar, dando a si mesmo a liberdade de reprovar ou aprovar as pessoas, mas tudo isso sempre na própria mente esquisita dele. Na verdade ele era muito introvertido e tinha poucos amigos, mas bons amigos, aqueles amigos que se ajudam, se fazem companhia e se sacaneam de forma descontraída. Max se considerava parcialmente realizado socialmente, só faltava uma coisa, um amor recíproco vindo de quem ele já observava a um bom tempo: Joana.

Joana não era a garota mais bonita da sala (Para Max era, mas não iremos discutir sobre beleza vista do senso comum) mas havia algo nela que chamava a atenção dele, provavelmente ele via uma certo charme profundo que, sabe-se lá como, ele tirou a conclusão de que ela era como ele, não tão introvertida, mas que preferia pensar ao falar.

Isso termina a introdução dos personagens, e do mundo onde o nosso protagonista irá engatilhar seu grande épico (não tão épico, mas essa palavra pode ser usada pra descrever essa grande aventura) que, com certeza, será no mínimo, interessante.

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