A Vida Regida Por Besouros – Parte 2

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O ano de 2011 estava acabando, e o vestibular estava chegando, faltava em torno de um mês de aula restando pra Maxwell terminar sua vida na escola. Era o fim de longos anos sofridos de colégio.

Max sempre acreditou que ira  encontrar salvação na faculdade, achava que seria o lugar que ele poderia ser quem ele quisesse sem se preocupar com rótulos sociais e poderia finalmente morar sozinho, ou seja, livre do controle dos pais.

Por outro lado, seu progresso com Joana estava horrível, aliás, não houve mais de 2 conversas entre eles, e toa vez que conversavam, Max acabava ficando nervoso e fazia alguma merda e estragava tudo. Com isso, foi só questão de tempo, certo dia, descobre que Joana está namorando, e com um cara da sua própria sala. O que quer dizer que além de não tem coragem de falar, ainda tinha que assistir ela se pegando com o namorado na frente dele na sala.

Max nunca foi muito equilibrado, mas agora, ele estava REALMENTE perturbado, nunca se concentrava com nada, amigos, estudos… nada.  Todo dia era um inferno para ele. E o pior, se ele não se concentrasse no vestibular não poderia passar, e teria que continuar aturando os pais e não entraria no lugar que ele botava todas as esperanças.

Como esperado, ele continuo perturbado até o fim do ano, não conseguiu se focar e falhou no vestibular no qual ele iria passar com certeza, pois ele tem estudado desde de que nasceu pra isso. E é óbvio, os pais caíram em cima:

–       Como explica isso!?? Maxwell Edison !!! – Gritou a mãe muito furiosa – O quê vamos falar pras pessoas?? Que nosso filho é um inútil que falhou no vestibular enquanto os filhos deles caminham para um futuro brilhante !!!!!!??

–       Nós sempre aturamos esse seu jeito anti-social horrível e repugnante e é assim que nos retribui ???? – Continuou o pai gritando mais ainda

Agora Maxwell atingiu o pico, ele já estava perturbado com tudo aquilo, mas agora que os pais enfiaram o dedo nessa confusão ele atingiu um limite que nem ele havia presenciado, raiva, decepção, tristeza estavam todos misturados em um sentimento só que o fez explodir, e falou de um jeito que nunca havia feito antes:

– ENTÃO POR QUE VOCES NÃO SE MATAM LOGO?? É TÃO HORRÍVEL TER UM FILHO QUE NEM EU ?? SE EU FOSSE ME MATAVA LOGO !!! PODEM ENFIAR TODA ESSA FALCIDADE E DINHEIRO NO MEIO DO CÚ DE VOCES !!!!!!

Os pais não falaram nada, só ficaram ali, parados, boquiabertos. E Maxwell ficou mais puto ainda com esse “não-reação”.

–       AAAAH, ENTÃO VÃO FICAR AÍ PARADOS SEM FAZER NADA??? ENTÃO CALMA, EU SEI QUE VOCES QUEREM SE MATAR POR CAUSA DE MIM, ENTAO EU VOU DAR UMA FACILITADA NO PROCESSO!!!

Maxwell foi na cozinha, pegou uma panela de aço e deferiu um golpe na cabeça dos dois. Só não matou por que eram os próprios pais, mas o faria se fossem qualquer outras pessoas. Max sabia que quando acordassem iria dar merda pro lado dele. Maxwell roubou o dinheiro dos pais e pegou o cartão de crédito deles, comprou uma passagem para os EUA, Chicago. Ele já era maior de idade, falava inglês, e já tinha viajado sozinho antes, nada podia parar ele. Foi pro aeroporto e partiu com intenção de recomeçar tudo. Fugiu de tudo. Chegando lá só ficou com o nome, o resto era passado, fez uma nova identidade, passaporte, tudo com o dinheiro dos pais. Depois disso sacou uma boa quantidade do dinheiro deles e jogou o cartão de crédito dos pais fora. Mais tarde os pais descobriram onde o filho estava pelos registros do cartão, mas, eles decidiram não ligar, acharam melhor desistir daquele que eles não consideravam mais seu filho. Maxwell era um novo homem disposto a renascer bem longe de onde a vida que falhou nasceu.

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