Like a gangster – parte 1

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Por: André Viana, 15 anos.

1998, Zimbábue, África

Seu nome era Jack, tinha 5 anos e não estava gostando nada dos seus primeiros colegas de classe, mas isso iria mudar, Jack não veio ao mundo para ser apenas mais um perdedor.

 Jack estava cansado de sofrer Bullying na escola e decidiu que ia tomar o lugar de Ferdinando, o mexicano líder da gangue que controlava o maternal.

Jack acordou puto naquele dia, com sangue nos olhos e desejo de vingança. Foi até a mesa, onde sua mãe havia preparado o farto café da manhã, comeu sua metade de pão e tomou uma caneca de água e nesse dia matou aula para mudar o seu visual, passou em um brexó para comprar uma jaqueta de couro, jeans rasgados, uma bandana, um par de cuturnos e um Ray-ban e em seguida foi para a escola, ates que a aula acabasse.

Na hora da saída Jack estava aguardando Ferdinando e seus capangas, quando o avistou, gritou um desafio para Ferdinando: um contra um, no parquinho, quem ganhasse o combate ficaria no controle do maternal. Ferdinando hesitou, mas como toda a escola estava com as mãos pra cima gritando “VEEESSHH!! VEEEEESHH DEIXAVA NÃO!” ele foi obrigado a aceitar o desafio.

Chegando ao parquinho os capangas de Ferdinando o deixaram perto da gangorra e Jack entrou no parquinho com nenhuma arma, mas com muito estilo. Um garoto membro do conselho legislativo interno do maternal declarou enquanto abria um longo pergaminho:

– Sejam bem-vindos ao combate, ouçam ás regras: não existem regras! Perde o primeiro que morrer, ficar paraplégico ou se render, quem ganhar comandará o maternal. Que comece o combate!

Rapidamente Ferdinando empunhou o seu soco inglês, que passava de comando para comando do maternal e deu um pulo na direção de Jack, que por sua vez pegou um punhado de areia do chão enquanto dava uma cambalhota para traz e jogou nos olhos de Ferdinando, que ficou cego por alguns instantes que foram suficientes para que Jack pulasse encima de Ferdinando e enfiasse uma jujuba em seu nariz e lhe enforcasse. Ferdinando por sua vez, pegou uma pequena faca que estava em seu coturno e a cravou no quadril de Jack, que caiu e começou a rastejar. imediatamente o juiz interrompeu a luta dizendo: “Fim da luta! Jack está paraplégico!”

Mas Jack levantou, mostrando não estar paraplégico, apesar de mancar muito da perna esquerda, e instantaneamente a luta recomeçou e Jack retirou a faca do quadril e a arremessou no olho de Ferdinando e depois mordeu o seu nariz, fazendo Ferdinando arregar.

Agora que Jack ganhara a luta finalmente pegou o soco inglês que lhe daria o título de chefe do jardim de infância, toda a escola vibrava pela grande luta e chingava Ferdinando, afirmando que ele poderia continuar lutando apesar da faca cravada no olho e o chamando de bicha fresca.

No dia seguinte, Jack era outra pessoa: luvas brancas, sapatos, terno e chapéu brancos, anel e brinco de diamante e uma luxuosa bengala com um puma de ouro como cabo. Dois capangas enormes andavam atrás dele lhe dando cobertura enquanto ele comia uma porção de jujubas de framboesa.

De repente Jack é empurrado e deixa cair algumas jujubas, era um garoto desesperado que chegara por traz de Jack clamando ajuda, ele afirmava que os ex-capangas de Ferdinando roubaram seu dinheiro do lanche e trancaram seu amigo dentro do armário e queria que Jack soltasse seu amigo e desse uma lição nos valentões, porém a resposta de Jack foi a seguinte:

-Você derrubou as jujubas, jovem.

-Fodam-se as jujubas! Meu amigo está preso no armário!

-Foi isso mesmo que eu ouvi, seu verme? eram as minhas jujubas de framboesa.

-Claro que sim, está surdo? Pegue essa jujuba e enfie no seu cu!

Com um simples olhar de Jack um dos capangas pegou o moleque em um mata-leão, Jack olhou fixamente nos olhos do garoto e disse:

-Quem manda nessa merda aqui sou eu. Essa porra é minha. O maternal é meu!

Em seguida tirou calmamente a luva da mão esquerda e deu um golpe no nariz do garoto que começou a sangrar, pôs a luva novamente e seguiu andando. Os capangas entenderam o recado e espancaram o garoto.

Na hora da saída o garoto com o nariz quebrado passou por Jack e seus capangas com o rosto abaixado e Jack disse:

-Ei, seu vermezinho!

-Sim, senhor

-Onde está o infeliz do seu amigo?

-Ele encontra-se no armário 254, no segundo andar, senhor.

-254 em… Agora ele terá um companheiro, amanhã tiro vocês de lá, para você aprender a ter respeito, meu jovem. Tranquem-no no armário 255!

Os capangas levaram o moleque e esvaziaram o armário, jogando tudo o que tinha dentro do armário no chão e o enfiaram La dentro.  Jack foi acusado pelo presidente do conselho de ministros dos direitos humanos do maternal de Zimbábue por abuso de autoridade e Jack, é claro, revidou com violência. Depois de uma boa surra o presidente não tinha mais queixas quanto a Jack.

O reinado de Jack no maternal foi marcado por violência e injustiça, até que no final do último ano do maternal um garoto desafiou Jack para um confronto, assim como Jack desafiara Ferdinando. Jack ficou muito enfurecido, ninguém jamais havia desafiado Jack, todos o temiam, mas Jack não deixaria barato, lutaria com todas as forças.

O cenário era o mesmo: o parquinho, Jack havia uma grande dificuldade para correr durante a luta, devido a sua perna manca, por isso o desafiante estava ganhando a luta, até que Jack perdeu a cabeça e retirou o puma da sua bengala, que se tornara um punhal e o enfiou entre as costelas superiores do desafiante, logo o garoto morreu.

Após uma risada maléfica, Jack viu seu paletó branco sujo de sangue e percebeu o que tinha feito, e decidiu fugir, arrumou suas malas e fugiu para um lugar onde os crimes eram perdoados, onde a justiça vinha depois do futebol, onde malandro é malandro e Mané é Mané: Brasil

Continua na próxima parte.

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